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Crianças e Smartphones: Excesso pode causar distúrbios de atenção e ansiedade

Excesso de tecnologia pode causar distúrbios de ansiedade e atenção ou até atraso no desenvolvimento motor em crianças

Pais devem observar se são permissivos demais com os filhos e como eles se comportam em todos os ambientes

Com a tecnologia ao alcance dos pequenos, os médicos nos consultórios pediátricos têm percebido um número cada vez maior de crianças com algum distúrbio de ansiedade ou atenção – ou até mesmo atraso no desenvolvimento motor. Isso é o que relata a médica pediatra e homeopata Dra. Márcia Varejão. “Algumas vêm até nós com a atenção tão dirigida ao eletrônico que apresentam atraso no desenvolvimento tanto da fala, quanto motor grosso, ou seja, são crianças que não correm, não exploram o ambiente, não se comunicam e assim não desenvolvem a fala”, comenta.

 

Por muitas vezes, as crianças evitam a comunicação com o ‘mundo externo’ e, quando são contestadas ou repreendidas, podem apresentar um quadro de irritabilidade com agressividade. A médica faz um alerta para que os pais tenham mais atenção ao dar o eletrônico ao filho. “Muitos acham adequado emprestar o celular ou tablet para criança, porque é uma forma de acalmá-la. Isso, entretanto, está totalmente errado. Você deixaria, por exemplo, seu filho cinco horas na frente da televisão?”, ressalta a Dra. Márcia.

 

A médica pediatra reforça ainda que o uso excessivo do aparelho pode atrapalhar seriamente o desempenho escolar. “Geralmente, os jogos e sites possuem muitas imagens e pouco texto, fazendo que a criança nem tenha interesse pela leitura. Os mais velhos trocam seus horários de estudos pelas redes sociais, pois os pais são permissivos”, diz.

 

É importante, porém, que os pais saibam que nem todos os sintomas são ligados a distúrbios neurológicos. “A criança com o aparelho eletrônico fica o tempo todo alerta e, muitas vezes, competindo, gerando uma situação contínua de ansiedade. Podendo comprometer o sono “.

 

A ansiedade pode ser normal frente a uma prova, ao levar um susto etc., mas o que a família tem que ficar atenta é que, para se desenvolver, a criança precisa de limites, de horários tanto para se alimentar como para dormir e brincar. “Sabemos que adultos determinados e seguros foram crianças que tiveram rotinas”, pontua a pediatra.

 

A orientação familiar é o principal modo de combater qualquer tipo de distúrbio ligado ao uso do eletrônico. No caso de o uso da tecnologia ser o causador de problemas nas crianças, o primeiro passo é estabelecer um limite, com dia e horário determinado para esse tipo de diversão. Quando o distúrbio de ansiedade já estiver estabelecido, entretanto, a pediatra diz que o medicamento homeopático pode ser uma alternativa. “Por não trazer efeitos colaterais indesejáveis mesmo nos pequenos, o remédio homeopático tem tido maior aceitação dos pais que procuram opções seguras para as crianças”, sugere.

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