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Meditar é bom mesmo? Por quê?: Sandra Rosenfeld defende o poder da meditação

Meditar é, sem sombra de dúvida, e as pesquisas estão aí, em número cada vez maior, para confirmarem, uma das “coisas” mais transformadoras em nossa vida. É mesmo surpreendente como alguns poucos minutos diários podem trazer tantos benefícios à saúde física, mental, emocional, profissional, financeira, afetiva... Nossa! Parece até milagre, mas não é, longe disso.

 

Meditar exige, em primeiro lugar, vontade e reconhecimento de que se está precisando algo mais na vida. É assim que normalmente as pessoas chegam à meditação. É uma busca pessoal e, algumas vezes, indicação. Indicação não por um amigo, mas geralmente por um cardiologista, psiquiatra, psicólogo... O amigo pode falar mil maravilhas do que a meditação está fazendo em sua vida, mas, ainda assim, isto não é suficiente para convencer, porque o futuro meditante é convencido por si próprio. Então, mesmo quando a indicação vem de um médico ou terapeuta, ele já está convencido da necessidade de mudança e, só por isso, aceita.

 

Aceitar não quer dizer continuar. A pessoa pode iniciar a prática e não dar continuidade. Pode fazer um workshop de meditação, uma imersão, um retiro ou um curso completo e, depois, com o tempo, abandonar a prática. Mesmo sentindo na pele, na vida, os benefícios adquiridos com a prática. É impressionante como temos um lado que está sempre pronto para nos boicotar. Se nos boicotamos no amor, no sucesso profissional, nas decisões mais importantes de nossa vida, imagina se não vamos nos boicotar na meditação?!

 

Incluir um hábito novo em nossa vida, mesmo que este hábito possa nos levar onde passamos a vida inteira querendo chegar – ter uma vida de paz e consequentemente mais feliz – não é nada fácil. O bacana nisso tudo é que, normalmente, a maior parte das pessoas que tiveram contato com a meditação e não deram continuidade, em algum momento, retomam, porque é uma experiência muito profunda, boa, diferente, forte, que fica.

 

A meditação descortina um mundo novo, não externo, mas interno, o que interfere em como lidamos com o externo. E isto faz TODA diferença em nossa vida. Porque o que mais importa não são os problemas, as dificuldades, mas sim em como lidamos com eles. É através desse equilíbrio alcançado com a prática da meditação que reformulamos naturalmente valores, pensamentos, falas e atitudes.

 

É no aquietar da nossa respiração, do nosso corpo e dos nossos pensamentos que podemos ouvir a nós mesmos e nos conectar com toda a força positiva do Universo. Surpreendentemente para nós ocidentais, é no silêncio que encontramos as respostas. É nesse olhar interno que nos fortalecemos, que nos redescobrimos e, assim, descortinamos um novo mundo repleto de novas possibilidades.

 

A meditação é uma poderosa ferramenta interna que temos ao nosso dispor, mas que poucos fazem uso. Por ela acontecer apenas e unicamente no momento presente, isso altera sobremaneira nossa percepção da realidade, até então ofuscada por uma mente difusa que passeia o tempo todo entre o passado e o futuro e, muito raramente, no presente, quando de fato a vida acontece e quando de fato podemos interagir. É no presente consciente que podemos construir um futuro melhor.

 

A prática contínua da meditação equilibra, harmoniza e relaxa, dessa maneira, reduzindo a ansiedade que é uma das maiores queixas atuais juntamente com sintomas característicos de estresse e insatisfação consigo e com a vida que se leva, como dores no corpo, enxaquecas, cansaço, mau humor, irritabilidade, tristeza, episódios de depressão, falta de ânimo, dificuldade de concentração, falhas de memória, redução da criatividade e, nos casos mais drásticos, insônia, úlceras, pressão arterial elevada e problemas cardíacos. 

 

Por uma questão cultural e de educação, tentamos primeiro resolver o que nos incomoda sem ter de fazer maiores esforços, buscando auxílio nos ansiolíticos, antidepressivos e indutores do sono. Parece mais simples tomar uns comprimidos e, quem sabe, aí sim, de forma meio que milagrosa, curarmo-nos, principalmente, das nossas próprias dificuldades. Mas a que preço? Nada contra esses remédios quando indicados por médicos e por tempo determinado. Mas muitos tomam por conta própria e acabam viciados, além dos efeitos colaterais que esses medicamentos utilizados de forma indiscriminada podem ocasionar. E depois, eles não tratam a causa, mas os sintomas.

Vamos buscar formas alternativas para amenizar o que tanto nos aflige. Existem hoje diversas terapias complementares que comprovadamente fazem diferença para melhor em nossa vida. A meditação é uma delas e, no meu ponto de vista, e volto a dizer, cada vez mais embasada por pesquisas, extremamente eficaz. Não por acaso é utilizada como coadjuvante em diversos tratamentos alopáticos.

 

Então, vamos meditar?

 

Fonte: Sandra Rosenfeld

Escritora e Palestrante. Terapeuta em Qualidade de Vida como Instrutora de Meditação e Executive & Personal Coach. Autora dos livros “Durma Bem e Acorde para a Vida” e O que é Meditação, ed. Nova Era / Record.

E-mail: contato@sandrarosenfeld.com.br

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