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Astrologia: A mulher da Capadócia: A mulher da Capadócia

Há muitos e muitos anos, tantos quantos nem se podem contar, havia numa grande cidade chamada Capadócia uma mulher muito singular. Ela tinha uma deformação tão abjeta, que chamava a atenção de tantos quantos dela se aproximassem.

Mas em vez de tentar esconder a deformação, aquela criatura horripilante fazia de sua desgraça o objeto de seu ganha pão. E, sem a menor cerimônia, se exibia na praça do mercado, para tantos quantos tivessem a falta de escrúpulos de ver, e até aplaudir, a indecente e repugnante cena.

Os poetas, os filósofos, críticos e as pessoas sensatas, pois ainda havia gente assim, observavam, estarrecidos, não somente a infeliz protagonista de tanta mediocridade, mas também aquele grupo de espectadores, estúpidos , vazios, verdadeiros antropóides, sem moral, sem cultura, incapazes de destinguir a verdadeira arte do culto da estupidez humana revestida de sensualidade animal.

A mulher fazia trejeitos indecorosos, rodopios frenéticos com as "alcatras"jogando-as para um lado e para o outro, agachando-se em cone, ao redor de un objeto contundente como se estivesse tentando se empalar. Seus movimentos eram acompanhados no ritmo alucinante de uma banda que tocava ruídos estridentes, arrancando uivos daquela platéia semi-humana.

Quem quer que, movido pela curiosidade, se dispusesse a verificar o motivo de tão insólita cena, certamente, ficaria estarrecido, a menos que fosse do mesmo nível daquela turba insana.
E enquanto a mulher se rebolava no ritmo alucinante de alguns garotos, fantasiados de pelotiqueiros, chamavam a atenção para o simplório espetáculo:

"Venham! Aproximem-se! Venham ver a mulher sem cabeça!"
E em grupo gritavam, fazendo alariado:

"Venham ver a bundarina!

Naqueles tempos de Platão falava de sabedoria na Academia, e Aristóteles já ensinava as razões do silogismo aos seu discípulos.

E um moço que passava ao largo e que abominava a insólita manifestação de despudor, provavelmente admirador ou discípulo dos mestres, comentou desolado: "Infelizmente, para essas pobres criaturas as alcatras da bundarina com certeza valem mais do que a cabeça de platão ou Aristóteles".

Todas as pessoas sérias se afastam, mas o número, mas o número dos que ficaram era, surpreendentemente, muito maior.

*Assuramaya

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