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Antes de perder a memória: Material nutricional pode auxiliar na prevenção do problema

As alterações na química cerebral podem ser a resposta para a perda da memória. Exceto pelo desenvolvimento de enfermidades como o mal de Alzheimer ou doenças vasculares, problemas na memória têm solução, de acordo com a médica e nutróloga Dra Eliane Pupin, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Para a medicina moderna os problemas relacionados à memória estão deixando de ser um mistério. Entretanto, segundo a médica, a perda de memória está se tornando recorrente entre pessoas de 25/27 anos.

E se uma das óperas mais complexas de Giuseppe Verdi foi composta aos 70 anos do autor, fica mais fácil compreender que problemas de memória não estão necessariamente relacionados com a idade. Existem fatores diversos que impedem o cérebro de funcionar bem, como o excesso de bebida alcoólica, noites mal dormidas, abuso de medicamentos, hábitos alimentares errados, vida sedentária e o estresse. A Dra Eliane Pupin explica que o cérebro é um verdadeiro devorador de energias, consome cerca de 20% do total gerado pelo corpo humano diariamente, sendo essa uma das principais razões para se manter uma dieta alimentar rica em frutas, vegetais e fibras.

Mas é sempre bom lembrar que memória não é computador, só recordamos 10% do que lemos, 20% do que escutamos, 30% do que vemos, estatísticas que podem ser modificadas com um maior estímulo e com a ajuda de uma dieta alimentar adequada, segundo Eliane Pupin. Hoje já é possível conhecer o mecanismo das células cerebrais com minúsculas aberturas entre neurônios chamadas de sinapse. Ali, os pensamentos e as memórias alcançam essas aberturas "nadando" através deles em substâncias químicas chamadas neurotransmissores. Para a médica Eliane Pupin, é possível manter o bom funcionamento dessa estrutura com uma nutrição adequada.

A médica explica, ainda, que a noradrenalina torna o cérebro mais alerta e permite lembrar de todos os eventos excitantes ou estressantes, além de ajudar a controlar nossos padrões de sono e equilibrar o impulso sexual e manter o bom humor. Os principais componentes nutricionais formadores da noradrenalina são os aminoácidos, ou proteínas: l-fenilalanina e l-tirosinamas, que precisam ser misturados com as vitaminas C, B3 e B6, e ao Cobre. A Serotonina é um neurotransmissor do "bem-estar", derivado do aminoácido l-tripofano, essencial para armazenar novas memórias e recordar as já existentes. As endorfinas estimulam o interesse, atenção e concentração, além de proteger dos efeitos psicológicos e físicos do estresse excessivo, e da dor.

De acordo com a Dra. Eliane Pupin, o conceito da terapia ortomolecular é o de complementar tratamentos da medicina convencional, e combater o excesso de radicais livres na circulação sanguínea, substâncias que em grande quantidade provocam um envelhecimento precoce e o desenvolvimento de doenças degenerativas, como o câncer e a perda progressiva de memória, além de doenças crônicas, como a hipertensão arterial, a diabetes e a obesidade. A terapia ortomolecular engloba também toda uma noção de espiritualidade e humanidade, essencial para se entender porque o homem encontra-se cada vez mais solitário e deprimido. "Para um melhor tratamento, é preciso uma reavaliação do estilo de vida do paciente, para que os resultados sejam realmente efetivos", explica a médica. Ela ensina, ainda, que se o índice de oxidação sanguínea (radicais livres) estiver acima dos 20%, significa que a pessoa está sofrendo de algum tipo de estresse. O diagnóstico do nível de oxidação sangüíneo pode ser obtido com o exame HLB.

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